Ela encena boas verdades
Sorrisos deslizantes pelo corpo
corpos suados que marcam a parede
parede fria que esconde o quarto desarrumado,
jogado,
usado sem medo ou pudor num teatro de homens e feras.
Disputa.
Ele a joga contra o móvel frio. Ela não se incomoda.
Ela segura com força a cabeça dele enquanto ele se abaixa...
Percebendo sorridente suas paredes molhadas...
Ele a devora enquanto ela morde os lábios.
Ele sedento e ela faminta... Ou o contrário.
Ela está nua...
Agora frágil e expectante.
Ele, trêmulo...
Desvia a atenção de seus olhos cativantes
O Silêncio imacula o ato.
Mescla a violência dos sentidos
à ternura do toque indelével...
Na pele agora a mostra e insinuante.
Mãos meigas agarram com fúria a cintura da moça,
ela o sente vir rasgando velhos conceitos,
deixando medos e pelos eriçados
enquanto a invade ansioso e rude.
Ele a penetra com tal força que a machuca.
Ela não se importa.
Se vira, se volta, contorce, distorce...
Alcança...
Disfarça
Há censura na cena que protagoniza
Concluindo do perigo que representa
A justa medida do prazer que causa.
Nudez Amarela
Olhares magos consumiam sua qualidade de moça.
Terna...
Domínioque jorrava-lhe dos hábeis dedos de criança..
Insólita...
Dança, enganando os deuses em sua ingenua melúria
crença deturpada ao sentido da razão
mantém discreta o prazer de sua função
em enorme potencial lúbrico
e cruel habilidade de se adaptar.
Terna...
Domínioque jorrava-lhe dos hábeis dedos de criança..
Insólita...
Dança, enganando os deuses em sua ingenua melúria
crença deturpada ao sentido da razão
mantém discreta o prazer de sua função
em enorme potencial lúbrico
e cruel habilidade de se adaptar.
Nudez Cinza
Nudez Vermelha
A Regra dos Passos de Antonio
Naquele dia eu parei pra ver Antonio passar. Antonio passava todo dia e eu nunca parava pra ver, talvez por já saber que amanha passaria denovo e passava sempre igualzinho, mas nunca parava não... no máximo errava o caminho, mas logo acertava o passo e voltava pra sua linha, fazendo tudo direitinho pra ser um homem normal.
Antonio nunca falava, achava que falar lhe encurtava as passadas e por momento se esquecia que tinha que passar rapido pra poder passar de novo... e eu nunca olhava Antonio passar.
Mas naquele dia eu parei pra ver Antonio, e vi que ele me olhava grande e arrastava cada pisada querendo alongar o caminho, tentando entender porque eu não sabia entender que ele sempre passava porque eu sempre ficava parada, esperando o dia em que Antonio passaria e eu resolveria olhar. Não pra ver ele passando, mas pra ver ele me olhando e saber que eu to gostando de Antonio me gostar.
Antonio nunca falava, achava que falar lhe encurtava as passadas e por momento se esquecia que tinha que passar rapido pra poder passar de novo... e eu nunca olhava Antonio passar.
Mas naquele dia eu parei pra ver Antonio, e vi que ele me olhava grande e arrastava cada pisada querendo alongar o caminho, tentando entender porque eu não sabia entender que ele sempre passava porque eu sempre ficava parada, esperando o dia em que Antonio passaria e eu resolveria olhar. Não pra ver ele passando, mas pra ver ele me olhando e saber que eu to gostando de Antonio me gostar.
Água Branca
Era uma vez num distante local próximo,
Uma pedra parada a beira de um buraco no centro da estrada,
Indecisa em qual ou que caminho tomar,
Receosa de cair ou ficar,
Decidiu...
Mergulhou e assim...
Viu-se dentro de um poço abandonado,
Repleto de si por todos os lados,
Angustiou-se, mas também fortificou-se.
Alojada em um balde de madeira sentiu-se mais segura.
Esperançosa de sair daquele local escuro que mais parecia um álbum de família,
Foi quando sentiu o estremecer toma-lhe conta.
Na verdade era o estremecer do balde que começava a ser içado.
Uma senhora que havia se perdido e agora sofria por culpa da sede.
Ela admirou-se com a beleza da pedra que morava dentro daquele encardido balde,
Amarronzado pelo ciclo do eterno,
A senhora segurou a pedra com força, colocou-a de lado enquanto matava o sedento desejo.
Levou a pedra ate sua casa,
Limpou-a e deu-lhe espaço na sua caixinha...
Toda noite contava-lhe segredos...
Assim descobria coisas suas e sentias com verdade
Coisas que o tempo de desejos havia sido encoberto pela poeira dos eidos.
Mas que aos pouco a trazia de volta a vida.
Uma pedra parada a beira de um buraco no centro da estrada,
Indecisa em qual ou que caminho tomar,
Receosa de cair ou ficar,
Decidiu...
Mergulhou e assim...
Viu-se dentro de um poço abandonado,
Repleto de si por todos os lados,
Angustiou-se, mas também fortificou-se.
Alojada em um balde de madeira sentiu-se mais segura.
Esperançosa de sair daquele local escuro que mais parecia um álbum de família,
Foi quando sentiu o estremecer toma-lhe conta.
Na verdade era o estremecer do balde que começava a ser içado.
Uma senhora que havia se perdido e agora sofria por culpa da sede.
Ela admirou-se com a beleza da pedra que morava dentro daquele encardido balde,
Amarronzado pelo ciclo do eterno,
A senhora segurou a pedra com força, colocou-a de lado enquanto matava o sedento desejo.
Levou a pedra ate sua casa,
Limpou-a e deu-lhe espaço na sua caixinha...
Toda noite contava-lhe segredos...
Assim descobria coisas suas e sentias com verdade
Coisas que o tempo de desejos havia sido encoberto pela poeira dos eidos.
Mas que aos pouco a trazia de volta a vida.
Ainda...
Dos anos idos... que não houve nada
Aos que virão e lembrará ferrugem.
Da tentativa iniciada a pouco,
define o desespero promulgado e lento.
A querença de quem quer sem egoismo, apenas se sentir tão quista quanto.
O instante, mastigado, confessado, e agora puro!
Ignora o efeito de periodica ausencia.
Mas eu esqueço...
Compartilho o tempo que não é meu e vivo!
E por querer, devias sim,
partir do afeto incendiando o toque.
Mas essa é a lição que desconheço. E aspiro
Não distante daquela que estende espaço e tempo...
desafiando resquicios de coragem aleatoria.
Não há culpados se não houve história.
E isso aprendemos desde cedo.
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